História da cidade de Maricá

   A história oficial do município se inicia em 8 de Janeiro de 1574, com a doação feita pelo governo do Rio de Janeiro à Antônio Mariz (Marins), segundo Monsenhor Pizzaro, de uma sesmaria medindo 500 braças em quadra , na praia fronteira às ilhas Maricá, na altura da atual praia de Itaipuaçú. É nessas planícies e ao redor delas, que tanto nossa história oficial como extra-oficial começaram.

   Mesmo antes disso, as terras que viriam a se tornar nosso município já eram conhecidas pelos nativos como "maricahaa ", como pode ser visto nesses escrito de Luís Teixeira, datado entre 1573/1578. O conquistador branco antes de sua chegada à Baía do Rio de Janeiro, conheceu nossa costa primeiro nesse percurso e nossas ilhas viraram referência em mapas, pois estamos no meio do caminho entre as duas localidades que se distinguiram pela altura do descobrimento, Rio de Janeiro e Cabo Frio.

   Em um mapa da biblioteca de Lisboa, datado do período de 1573/1578, podemos observar que após" Piratininga ", já encontramos nele nossas ilhas " demaricahaa ", antes da "terra q vai do cabo frio ". Muitos locais novos à serem nomeados, foi mais fácil ao branco manter o nome de muitos lugares do jeito como os nativos os chamavam. Privilegiados pela própria natureza, em Maricá temos mar, lagos, lagoas, cachoeiras, morros, vales, restingas e toda uma série de vida fantástica residindo nelas. Nossas praias ainda muito desertas em muitos lugares, mesmo não tendo mais nelas tartarugas, mantém algumas formas de vida só possíveis devido à esse sossego. Borboletas de todas as cores, tatus, preás, cactus, lebres, caburés, sarnambis, bromélias, tainhas, garças, araçás, pitangueiras brancas e vermelhas, mexilhão, cascudo, e muita vida mais, fazem parte de nossa flora e fauna maricaense.

   Para uma localidade geralmente associada com praia, Maricá tem em seu município coisas muito interessantes de se saber ou ver, como hortos de orquídeas e hibiscos, criação de búfalos e de escargots, além de muita coisa mais em sua história passada. Outrora um município de apreciável exportação agrícola, onde até uva era cultivada* e fabricava-se vinho*, em outra época um dos grandes centros de pesca do estado, sua antiga e atualmente inexistente estrada de ferro transportava o sal que vinha de Araruama.

   Possui ainda uma igreja matriz que é uma das mais velhas da Baixada Fluminense e por aqui passaram Anchieta, príncipes e princesas. Jacarés e tartarugas marinhas já tivemos por aqui e às nossas praias chegam mistérios trazidos pelo mar. Numa era mais recente, a repressão militar na década de 60 deixou marcas de sua passagem, mas nosso falso Pão-de-Açúcar em Itaipuaçú ou mesmo as vistas fantásticas de Ponta Negra, continuam como no princípio de nossa história.

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